Carros
Os nove carros de passageiros da composição, fabricados entre as décadas de 1910 e 1930.
Os nove carros que formam a composição têm origens diversas: dos Estados Unidos, fabricados pela Harlan and Hollingsworth no início da década de 1910; do Rio de Janeiro, feitos pela Cia. Edificadora e pela Trajano de Medeiros entre 1913 e 1919; e das oficinas da própria ferrovia, construídos nas décadas de 1920 e 1930.


Esses carros circularam por toda a malha da ferrovia de bitola 0,76 m, que chegou a ter mais de 700 km de extensão, e estão em atividade desde que entraram em serviço.
Recentemente receberam revisão completa e manutenção preventiva, para que operem em plenas condições de segurança.
As três classes
Os carros são de três classes, que se distinguem pelo assento. O trajeto e a paisagem são os mesmos em todas — o que muda é o conforto. Os valores estão em Informações.
Primeira classe
Poltronas individuais estofadas, com apoio de braço de madeira torneada e alça de latão no alto do encosto. O interior é forrado de madeira, com acabamento em verde.


Segunda classe
Assentos individuais de ripas de madeira envernizada, com encosto moldado e apoio de braço. O carro é todo revestido de madeira, sem estofamento.


Terceira classe
Bancos corridos de ripas de madeira, sem estofamento nem braço — o assento mais simples da composição, e o mais próximo do que o passageiro comum encontrava na ferrovia. Nas mãos-francesas do porta-bagagens aparece o monograma OM, da Oeste de Minas, em ferro fundido.


